quarta-feira, 4 de maio de 2016

Marcas de toda vida

Num processo de adoção é óbvio que ocorre uma rejeição. As razões ainda que boas e beneficiem um lado a mais que outro, a rejeição é um fato.
No meu caso foi mútuo. Orgulhosa que sou, já fui uma recém-nascida intransigente: Não aceitei o peito e tinha imensa dificuldade de permanecer no colo de minha genitora.
Era como se soubesse os desígnios de Deus e se a ela não pertenceria, tampouco criaria apegos.
Desenvolvi e não se sabe ao certo a idade que isso aconteceu, a ação de autoninação (essa palavra não existe), mas o sentido é esse mesmo. Desde criança coçava lentamente a sobrancelha esquerda e balançava-me para trás e para frente, naquele movimento que as mães costumam fazer ao embalar seu bebê.
Não mexo nas minhas sobrancelhas mais, pois já eliminei muitos pelos assim e minha vaidade é maior que minha vontade de fazê-lo (mais fazia até outro dia), mas o balançar, acreditem...continua e o sono é certo depois dele!
Pensei nisso ao fazer o laudo desse miúdo de 7 anos, filho do coração de um casal conhecido. Ele também desenvolveu seu autoninar: Enrola os cachinhos em seus dedos e dorme.
É capaz de levar essa doce mania para vida inteira.
Que ele também ache quem o embale.
Desejo que tenham excelente dia! Muita Paz e Luz!

Ana Lôbo Lima
(Iridologista, Coordenadora e Professora do Curso
 de Iridologia do Equilíbrio da Essência do Rio de Janeiro, 
Practitioner e Terapeuta Floral, Reikiana)
CBO 3221- 25/ Registro 3.054
E- mail: ana.alslima@gmail.com
Tels: (21) 3049- 7445 ou 98023-9406

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