segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

As marcas de toda vida

“Sempre apanhei dos meus pais e não morri”
“Meus pais não eram desses de abraçar e beijar”
“Minha mãe trabalhava muito em casa, não tinha tempo para mim”
“Meu pai trabalhava muito, não tinha tempo para mim, nem festa do dia dos pais ele ía”
“Separaram quando eu era pequena, mas nem por isso morri”
“Minha avó que me criou, minha avó fazia tudo por mim, não sentia falta dos meus pais”
“ Eu soube que era adotada, mas tudo bem, foi melhor assim”
“Fui criada em creche, minha mãe trabalhava fora e meu pai sumiu no mundo e eu tô aqui forte e saudável”
“Meus pais não explicavam nada, eu era a última a saber o que estava acontecendo em casa”
“Meus pais só falam comigo gritando"
Quem nunca disse uma ou mais dessas frases? E se está lendo, não morreu mesmo, pelo menos por fora, porque por dentro...
98% das pessoas que aqui chegam tem marca na principal área que gera problemas em todas as outras do corpo: A área do afeto, do toque. E a falta disso gera uma morte pior que a física, porque deixa a pessoa fria, com traços de amargura, inseguro, carente por toda vida.
E quem acostumou-se a dizer que adolescente é aborrescente, afinal todos os livros de ciências estão aí para provar que a culpa são dos hormônios?
A iridologia explica: Vamos desmiticar isso, a culpa é a falta de carinho, amor e proteção.
Quem recebe um monte dele, devolve amor pro mundo.
Não carinho de culpa, nem carinho na hora que os pais querem, mas tanto quanto os filhos necessitem. Cada pessoa merece ser fonte e doador de nutrição de amor para os seus pais.
Se a década de 80, onde os pais eram até mais disponíveis que os de hoje e é uma geração tão marcada, porque se levarmos em conta que os pais dessa época costumavam criar um distanciamento, eram mais sérios e secos no afeto, fico aqui observando os pequenos pacientes de pais que trabalham muito, que só os vê mesmo praticamente no final de semana e para “pagar” a falta enchem os filhos de brinquedos, como se a matéria física pudesse ser fonte de nutrição afetiva do toque.
Sim, toque, pegar, colocar no colo, fazer cafuné antes do filho dormir, beijar, abraçar, cantar parabéns em seu aniversário, brincar junto, passear junto, ensinar o dever da escola, vencer os desafios juntos das provas da escola, ser amigo (a), dar exemplo na alimentação, evitar discussão dentro de casa e não permitir nunca que o filho escute, não conversar sobre problemas financeiros ou briga de casal na frente das crianças.
Ora pois, isso sim é amar, é amor.
Ô meu sais, as crianças tem chegado cada vez piores, piores que vossos pais...

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