Não raro surgem pessoas com histórias de vida muito parecida com a minha e sempre que isso acontece, um misto de sensações me acomete:
Tristeza pelo sofrimento da pessoa, o tipo de tristeza que eu muito conheço; O sentimento egoísta de "não estou só"; A felicidade em ajudar cada uma delas em conhecer o genitor ou genitora através da íris ( É o olhinho direito onde encontro a genética paterna e o tipo de relação que teve com o genitor, assim com a íris esquerda: A mãe).
Em todos esses anos como Iridologista tive os mais diversos tipos de relatos emocionantes, alegres, surpreendentes... mas o que mais me enternece o coração é o da falta de um pai.
Nenhuma super mãe, nenhum super padrasto, nenhum super tio e tia e irmãos que exerçam a função de pai e mãe (como foi no meu caso, de pais e irmãos super protetores), nem a mais maravilhosa das avós, nem o mais fofos dos vovôs, nenhum vizinho bondoso, nem o brinquedo mais caro, nem a comida mais gostosa substitui o toque, o carinho na cabeça, o colo que protege, a voz que orienta e aconselha de quem nos gerou. E a íris sabe e a íris marca e gera uma ferida que sempre prejudica o funcionamento de um ou mais órgãos e o emocional...
Eu tenho um trabalho minucioso em abrir a fibra de cada olho para "sugar" a coisa mais boba, mas de muita importância no conhecimento desse pai ou dessa mãe que foi embora. Saciar a curiosidade de quem fica e quem muito se esforça para ser o melhor dos melhores como forma de dizer: Eu também seria muito bom para você, se tivesse me permitido ser.
Suspiro. Só quem sabe, sabe...
Esse é o tipo de laudo que preciso de intervalo.
Paz e Luz.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Fico feliz em ter me visitado, obrigada pelo comentário!
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.