domingo, 28 de fevereiro de 2016

Dia 963- Graças à benzedeira!

Quando nos meus 10 anos comecei a ter diariamente febre de hora marcada, minha mãe levou- me à pediatra e depois uma sucessão de especialistas, que nada encontravam o que eu tinha e passavam medicamentos paliativos para os sintomas.
Aí começou a minha descrença de que nem sempre médicos sabem tudo e que não eram deuses.
Numa certa altura, um dos fortes medicamentos deixava- me muito enjoada e então foi- me passado um para enjoo para ser tomado de 6 em 6 horas.
Eu contava as horas e os minutos, não compreendia como um remédio para enjoo poderia ser tão, tão sofridamente ruim (E eu era péssima para tomar remédio).
Era ainda pior para fazer exame de sangue e foram muitos, muitos exames: Traumatizei.
Até que alguém disse: "Pois leve-a numa benzedeira, há uma ótima perto daqui"
Um anjo chamado Ruth, que acompanhou- me durante boa parte da minha vida.
Reza de três dias antes do pôr do sol.
Foi meu primeiro medicamento natural.
O segundo: Mastruz com leite, ela passou.
A partir de então fiquei com trauma de tudo que fosse líquido verde. Bebia o danado do mastruz e vomitava.
Minha mãe já estava desesperada.
Quando um dia, eu já bem debilitada, lembrou- se do banho de rio na fazenda do meu pai, em que saí do lago (lago que na ocasião eu rolava no fundo de lá para cá e de cá para lá, lago que era passagem do gado) em prantos porque senti o corpo todo pegar fogo.
A pediatra matou a charada: Schistosoma mansoni
A terrível verme que já matou um conhecido e que também já deixou um amigo estéril por ter se instalado nos testículos.
Os meus foram todos para o baço, o que foi de sorte grande.
Ultrassonografia e lá estavam elas, bilhões delas.
Medicamento e lá estava eu para felicidade geral da nação (rsrsrs) boazinha "traveis".
Foram anos sem encostar num abacate.
Até que quando já aqui no Rio, meu consorte que não cede a nenhum drama meu, fez- me experimentar a vitamina, que virou meu vício!
Hoje lembrei de toda essa história, porque acordei com desejo imenso de no meu desjejum comer o meu maravilhoso (nada modesta que sou) creme de abacate.
Quem gosta?
Abacate, sumo de um limão, creme de leite e açúcar (numa versão mais light substituo creme de leite por iogurte, que eu não tinha hoje) e Voilá! Tem- se o creme dos céus que perdi tanto tempo de saborear por medo de experimentar.
Nota: A minha sábia benzedeira Ruth certeiramente passou o medicamento mais correto naquela ocasião, sem que nenhum médico tivesse tido a desconfiança do que se tratava meu imenso mal estar. Mastruz é o mais poderoso vermífugo para a esquistossomose. Descobri quando tornei-me iridologista. Gratidão sempre!
Nota 2: Não foi o mastruz que me salvou pois manhosa que era, fazia birra e provocava vômito, minha mãe cedia e Beto não cede, por isso agora sou muito mais educada e boa menina!
Experimentem!
Paz e Luz!

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