segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Vamos abrir esse parêntese

Mulheres não são ridículas quando amam. São muito mais ridículas quando terminam.
Explico:
Não é porque saem a chorar por todo canto e falar do ex incansavelmente. NÃO. Pois está no seu direito.
É por todas as ações que as tornam insanas, insensatas:
1." Vou dar pro primeiro que aparecer". tem coisa mais ridícula que isso? Ok, quer se divertir, vá. Mas por vingança? Sem amor e sem afeto?
2. "Canalha, me traiu". Muita calma nessa hora. Se ele a envolveu numa rede de mentiras, dissimulações, embaraços, a expôs, é mesmo um canalha! Não querem homens? Avisem e saiam fora. Se ele apaixonou-se, experimentou e contou que não quer mais nada com você, tá no direito dele! (Pois sim, quer que ele seja burro a trocar pelo incerto, o que ele acha que é, uma dúvida?), ele não contou? Não explicou que tomou a decisão dele? Só porque não te ama mais é canalha? Tenho de avisá-la: Seu ego é lá em cima. Culpa da mamãe e do papai que não te negaram nada nessa vida, por isso você ficou assim!
3. Todos os seus ex são pilantras? A culpa é sempre sua. Você não sabe escolher ou é seu ego que faz com que perceba que você que não era boa suficiente para eles.
Vamos lá, quando um cara não quer mais manter a relação, DEFINITIVAMENTE ele não tem que ser um canalha. Mulher tem essa feia mania. No primeiro momento magoada, até entendo. Mas continuar esse discurso por toda vida...
Antes de me casar, eu tive três namorados maravilhosos. Hoje, excelentes pais e maridos, sou madrinha de casamento de dois deles e quero um bem enorme a todos. Um deles terminou comigo para ficar com a atual esposa, depois ela terminou com ele e eu ainda jun-tei-os-do-is. (Tenho uma prima que me chama de "Desapega, desapega olx"). Na ocasião que ele terminou, ele disse que tinha ficado com uma pessoa. Eu perguntei se ele estava apaixonado e ele respondeu que não sabia. Eu disse: Então tenta! Ora pois, infeliz comigo que não ía ficar. Sofri! Um monte que sofri. Depois sofri por vê-lo sofrendo que ela terminou. Nossos amigos chamavam-me nessa época de Felicity (um seriado com nome da protagonista da época que passava no SBT). Eu gostei muito de todos os meus exs, mas não era para mim. Eu precisava esperar o meu Beto crescer (é outra brincadeira que eu faço com ele, porque quando começamos a namorar ele era menor de idade).
Eu escolhi a dedo as pessoas que passaram na minha vida e tenho orgulho disso. São homens bons.
Deixar ir, aceitar que muitas vezes a culpa está em nós, não somos boas suficientes para aquela pessoa. Eles precisam de alguém melhor na vida deles e nós também precisamos de outro que nos faça sentir borboletas no estômago (você nem nunca sentiu essas borboletas e se atira pro primeiro, achando que tem que ser com esse), que nos amam como somos, que tem os mesmos ideais, que compartilha das mesmas ideias ou não, mas respeita, que tem boa vontade, que quer fazer dar certo, que se empenha a dar o seu melhor, dia após dia.
Sofram menos. respeitem quem passou por vossas vidas e trouxeram-lhe aprendizados (bons ou ruins), quem partiu sem deixar saudade ou que deixou apenas amizade. Ninguém é obrigado a ficar com ninguém porque dedicamo-lhes a vida. E se o fizemos, foi porque queríamos e isso não pode ser cobrado como uma taxa, como um valor em espécie.
E respeitem a vocês mesmas, não expondo-se ao ridículo, não degradando vossas imagens, não sendo ridículas por não serem amadas e sobretudo por não saberem amar.
Muita Paz e Luz!

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