segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Além da vida

Obsessiva euuuu???
Nãoooooo!!!
Pois sou! Mas sei também que aqui há muitos como eu, quiçá até piores!
Desde pequena, se eu descobria um autor, por exemplo: Pedro Bandeira! Quem leu: A droga da obediência, a droga do amor... pois então, ao começar pelo primeiro, li a coleção inteira daquelas aventuras dos meninos do colégio Elite. Ahhh, eu amava! Lia e depois relia.
Foi assim quando meus irmãos apresentaram-me seus livros da série vaga-lume. Li todos de uma vez.
Foi assim com Jorge Amado, Zélia Gattai, Paulo Coelho, J.K. Rowling, Coletânea das histórias para aquecer o coração e muitos, muitos outros. Se o autor for de um estilo que eu gosto, pronto! Agarro-me a ele.
E assim é com séries da tv, com filmes, novelas...
Foi no ano passado que descobri Game of Thrones. E eu não começo nada pelo meio. Parei a vida, remarquei todos os pacientes, dei-me folga absoluta, pedi comida em casa, joguei-me no sofá e cobertor e iniciei minha sessão terminável de cinema em casa. No domingo assisti toda a primeira temporada, na segunda toda a segunda e assim sucessivamente terminando na quarta, toda a quarta temporada e aí sim, fiquei apta a acompanhar a quinta que ía começar a ser exibida.
Não assisto rede Globo, não só por ideologia, é que eu não suporto mesmo. Eu tenho asco de Luciano Huck; Odeio o Bem Estar; Não aprecio o Mais Você; O programa Encontro, que eu nunca consegui assistir inteiro dá-me ânsia; Não tenho admiração por Fátima Bernardes e o pouco que vi, achei seu programa de quinta categoria; Vejo Globo repórter quando o assunto me interessa, normalmente não no dia, porque nunca sei o que vai passar (aqui em casa jamais fica na Globo), daí como nessa sexta, minha irmã sinaliza o que sabe que gosto. As séries da Globo assisto da mesma forma como Game of Thrones, inteiro, sem parar, sempre depois que acaba e só quando pessoas que confio, me dizem: Você irá gostar.
E foi assim, com essa novela: Além do tempo. As pessoas da minha família perguntavam se eu estava assistindo, pois é da Elizabeth, autora que gosto muito e novela espírita. Mas quando me falaram, já estava no meio e nada me faz começar desse jeito. Deixei para lá. Quando a novela terminou, vi muita gente comovida com seu final e uma paciente que se tornou uma grande amiga, deu-me aquele toque de: Assista, irá gostar muito. E eu decidi verificar!
A "obsessiva" aqui parou no tempo. Em janeiro assisti seis meses de novela em 21 dias. Capítulo por capítulo. Estudando, anotando, separando vídeos para revermos juntos. A novela foi super bem feita, bem amarrada, sem nenhum desperdício de cena e mudou muita coisa em mim.
A cada semana, colocarei aqui as cenas que considero mais importantes e o por quê.
Essa tocou-me muito porque traz uma frase super importante:
"Essa mulher que lhe fez tanto mal...a pior dívida é a dívida do passado. Se ela vier lhe pedir perdão, perdoe, ou então vão ter que se encontrar por muitas vezes e por muitas e muitas vidas".
Claro que sabemos disso!
Mas para quem tem um inimigo verdadeiro como eu, pensar nesse reencontro é por demais de doloroso.
Essa cena foi meu lembrete, de que não devo fingir para mim que passou, mas que devo empenhar-me no esforço sincero de perdoar absolutamente.
Sem dor, sem ressalvas, sem desculpas, sem abismos.
Talvez, você também precise desse lembrete, compartilho:

Paz e Luz!
Emoticon heart

Ele aconselha Emília a perdoar sua algoz para que as duas possam seguir suas vidas
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